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domingo, 23 de fevereiro de 2014

Liturgia de Domingo - SÉTIMO DOMINGO COMUM (23.02.14) Mt 5, 38-48 - AO 3º DOMINGO DA QUARESMA

“Sejam perfeitos como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu”
Mt 5, 38-48
TextoS completo S em www.matrizsaocristovao.com.br
Foto: Congregação do Verbo divino.



terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Padre Pedro na Alemanha

Com Seus Familiares.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.


Pe. Pedro Fuss SVD

Procissão na Matriz, hoje Catedral de São José dos Pinhais.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.


Pe. Pedro

Em Procissão de Nossa Senhora Aparecida, no centro de São José dos Pinhais, Paraná.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.

Pe. Pedro em Procissão

Na praça 8 de Janeiro,em frente a  matriz, hoje Catedral de São José dos Pinhais, Paraná.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.


Com Sua Irmã


Pe. Pedro com Sua Irmã.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.


Pe. Pedro em Procissão

Procissão na Matriz, hoje atual Catedral da Diocese, de São José dos Pinhais, Paraná - Brasil.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Em Ponta Grossa - Paraná

Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.



Padre Padro Fuss

Costurando suas roupas.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.


Lembrança de Padre Pedro Pedro


Liturgia - QUINTO DOMINGO COMUM (09.02.14) Mt 5, 13-16

 “Vós sois o sal da terra”


O nosso texto faz parte do Sermão da Montanha, cujos princípios são resumidos nas Bem-aventuranças (Mt 5, 1-12). Os versículos de hoje se dirigiam às comunidades dos “pobres em espírito”, cuja proposta de vida era a vivência do espírito das bem-aventuranças. Mateus usa as metáforas de sal e luz para aplicá-las aos ouvintes do Sermão da Montanha.
O sal era de suma importância no Oriente Médio. Era usado como tempero para dar sabor à comida e também para conservá-la. Também a imagem do sal era usada para simbolizar a Sabedoria e a Lei. Mateus afirma que os discípulos devem tornar saboroso o mundo em sua aliança com Deus, através da vivência que nasce da sabedoria de Jesus e a nova Lei, o Sermão da Montanha. Se não assumirem essa missão, servirão para nada e merecem ser jogados fora como sal insosso. Essa missão se realiza através da vivência da plena justiça, muito mais do que uma prática externa de leis: “Se a vossa justiça não for maior do que a dos doutores da Lei e dos fariseus, vocês não entrarão no Reino do Céu” (Mt 5, 20)
As outras imagens também são tiradas da experiência da Palestina do tempo de Jesus. Se a imagem da “cidade situada sobre um monte” foi tirada da Galiléia, talvez se refira à cidade de Hippos, se não, poderia ser Jerusalém. A imagem da lâmpada que ilumina todos na casa vem do fato de que a casa normal de um pobre na Palestina consistia de uma sala só. Através da prática dos discípulos, a luz de Deus deve iluminar a sociedade, desmascarando as injustiças e apontando para a justiça do Reino do Céu.
O versículo 16 mantém um equilíbrio entre a prática das boas-obras e o evitar do orgulho ou vaidade por causa delas. A vida do discipulado descrita no Sermão não deve levar à arrogância, tão típica de alguns “piedosos” ou “justos”; mas, à conversão de muitos ao Pai. Mateus se refere a Is 42, 6 e 49, 6 que mostram que o Servo de Deus traz luz e salvação para todos os povos.
Mais uma vez o Evangelho de Mateus enfatiza a missão da comunidade cristã. Somos chamados a dilatar o Reino de Deus no mundo. Não é possível sermos discípulos se mantermos uma vida individualista, fechada em nós mesmos. A nossa maior pregação deve ser a nossa luta em prol do mundo que Deus quer, para que “todos tenham a vida e a vida em abundância” (Jo 10, 10). Uma vida cristã que não se engaja nisso, se torna como sal insosso, luz apagada, que não serve para nada. Mas a motivação é clara - nada em benefício próprio, mas tudo para que as pessoas cheguem a conhecer o nosso Pai amoroso e vivenciem os valores do seu Reino.
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Fonte: www.matrizsaocristovao.com.br
Imagem Congregação do Verbo Divino - Curitiba Paraná - Brasil



domingo, 2 de fevereiro de 2014

FESTA DA APRESENTAÇÃO DO SENHOR (02.02.14)_ Lc 2, 22-40

“Meus olhos viram a tua salvação”

Hoje a Igreja interrompe o ciclo dos Domingos Comuns, cujos Evangelhos em 2014 são normalmente tirados de Mateus, para celebrar a Festa da Apresentação do Menino Jesus no Templo, com um texto do Evangelho de Lucas.  Embora o texto seja bem conhecido, para aprofundar o pensamento de Lucas é bom não somente fixarmos nos eventos relatados, mas ver neles uma releitura de textos importantes do Antigo Testamento.  Como Lucas adaptou o Cântico de Ana (I Sm 2, 1-10) para construir o Magnificat, o Canto de Maria (Lc 1, 46-55), aqui ele usou como fonte a narrativa de Elcana e Ana em I Sm 1-2.  Naquela narrativa o sacerdote idoso Eli aceita a dedicação do filho feita pelo casal no santuário de Silo e abençoe os pais de Samuel.  Lucas expande e aprofunda essas tradições com temas caros a ele: realização de promessa, templo, universalismo, rejeição, testemunho e o papel das mulheres.  O centro teológico do texto se acha em 2,29-32, o Canto de Simeão.
A estrutura do texto é assim: vv. 21-24 formam o contexto para o testemunho duplo de Simeão e Ana em vv. 25-38 e os vv. 39-40 formam a conclusão.
A meta de Lucas é enfatizar a fidelidade dos pais de Jesus à Lei mosaica.  A nova manifestação da salvação de Deus vem dentro dessa fidelidade.  A lei da purificação se encontra em Lv 12, 2-8 (indica-se Lv 12,6 em 2,22 e Lv 12,8 em 2,24).  A Lei referente à consagração do primogênito acha-se em Ex 13,1-2.  Mas em lugar de mencionar a norma que pedia o resgate da criança pelo pagamento de cinco siclos (Nm 3, 47-48. 18, 15-16), Lucas introduz a apresentação de Jesus, o que não era exigência do Antigo Testamento.  Com esse relato ele quer enfatizar o zelo dos pais em assumir a tarefa que Deus lhes confiou.  Vale notar que eles oferecem duas rolas, o que era a oferta permitida aos pobres para a purificação da mãe (Lv 12, 8). Mais uma vez notamos aqui um dos temas preferidos de Lucas, cujo Evangelho é muitas vezes chamado “O Evangelho dos pobres e excluídos”, situando a família de Jesus entre o povo pobre da Palestina.
É também importante notar que, no Canto de Simeão, vv. 29-32, a salvação dos pagãos é anunciada pela primeira vez em Lc.  Ela só será claramente apresentada a partir da revelação pascal em Lc 24,47.
Não é fácil entender o trecho um tanto enigmático de vv. 34 -35, especialmente no que se refere à frase dirigida à Maria “Quanto a você, uma espada há de atravessar-lhe a alma” (v35a). Frequentemente se explica essas palavras como referentes à dor da Maria em testemunhar o sofrimento de Jesus na cruz, (“a mãe dolorosa”) mas, na verdade, o Evangelho de Lucas não fala que Maria estava presente na morte de Jesus (esse relato só que encontra em Jo 19, 25-27).  Provavelmente Lucas quer enfatizar que a missão de Jesus age como uma espada que faz corte radical entre as opções da vida, a semelhança da ação da Palavra de Deus em Hebreus (Hb 4, 12-13), e até Maria tem que fazer essa opção radical por Jesus.  De fato, em Lucas ela é apresentada como discípula-missionária do Senhor!
Então o texto também nos convida para que façamos uma opção definitiva e radical pelo seguimento de Jesus, pois todos nós, desde o nosso batismo, recebemos a vocação de sermos discípulos/as-missionários/as de Jesus.
TomazHughesSVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Imagem: Congregação do Verbo Divino - Curitiba Paraná - Brasil