Você sabia!!!
Que Padre Pedro Fuss, assumiu suas funções na Paróquia de São José, (Em São José dos Pinhais, hoje Catedral), em 13 de maio de 1956 (dia da Aparição de Nossa Senhora de Fátima), e que suas principais funções foram assumidas em datas alusivas à Maria Santíssima, por quem tinha especial devoção?
Fonte:Folha de São José de 26.06 à 10.07 de 1991
INFORMAÇÕES TIRADAS DESTE BLOG
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
sábado, 24 de outubro de 2015
Você Sabia!!!
Que foi Padre Pedro Fuss, foi quem em 1971, realizou a primeira Campanha da Fraternidade, no Município de São José dos Pinhais - Paraná
Fonte:Jornal Folha de São José, de 26.06 à 10.07 de 1991 - Dados fornecidos por Rosi e João Moro.
TRIGÉSIMO DOMINGO COMUM (25.10.15) Mc 10, 46-52
“E seguia Jesus pelo caminho”
Estamos no fim da caminhada de Jesus de
Cesaréia de Felipe até a sua morte e ressurreição em Jerusalém. No texto
de hoje, Marcos encerra o bloco todo da caminhada com o último milagre de Jesus
que ele relata - a cura do cego Bartimeu.
O texto começa com um senso de urgência -
chegaram a Jericó e logo saíram. Parece que Jesus tem pressa para caminhar até
Jerusalém. E lá está o cego Bartimeu. Onde? Sentado à beira do caminho!
Enquanto Jesus está “a caminho” com os discípulos d’Ele, o cego está à beira do
caminho, sentado! Simboliza todos os que não conseguem caminhar no discipulado
e estão parados, à beira do caminho do seguimento de Jesus.
Este texto está bem carregado de sentido.
Logo que Bartimeu ouve que é Jesus que passa, ele grita fortemente! “Filho de Davi,
tem piedade de mim!” É de novo um dos temas centrais da Bíblia - o grito do
pobre e sofrido! Desde o grito do sangue de Abel, passando pelo grito do Êxodo,
de Jó, dos pobres nos Salmos, de Bartimeu, de Jesus na Cruz, dos martirizados
do Apocalipse, o tema do grito do sofrido perpassa toda a Escritura, com a
garantia de que Deus ouve esse grito. Mas, a reação dos transeuntes é típica -
mandam que Bartimeu se cale! O poder dominante sempre quer abafar o grito do
excluído! Isso não mudou até os dias de hoje! É só verificar o pouco caso que a
nossa sociedade faz diante da opressão e massacre dos povos indígenas, diante
de sofrimento dos excluídos e marginalizados pela sociedade de consumo. Até nas
Igrejas existe quem não queira ouvir o grito, e faz de tudo para abafar
qualquer iniciativa popular. Mas Deus ouve!
Com
um fino toque de ironia, o texto mostra como, por causa da atitude de Jesus, os
mesmos que o mandaram calar, agora têm que convidá-lo para falar com Jesus.
Porém para isso Bartimeu tem que lançar fora o manto - a única coisa que ele
possuía, a sua única segurança. É a sua roupa, o seu cobertor à noite, o que
ele usa para recolher as esmolas. Ele o joga fora, embora seja cego, e não tem
certeza que vai ser curado. Como os primeiros discípulos no lago (Mc 1, 18.20),
ele aprende que não é possível seguir Jesus sem deixar algo, sem arriscar a
segurança humana para experimentar a mão de Deus.
É bom notar que Jesus não parte
imediatamente para a ação. Ele respeita a liberdade do cego e pergunta “o que
quer que eu faça por você?” (v. 51). Pois, Jesus não obriga ninguém a se
libertar - há quem prefira ficar sentado à beira do caminho, no seu comodismo,
quem não opte pela libertação. Mas, Bartimeu quer ver de novo. Diferente
do cego de Jo 9 - cego de nascença - ele via anteriormente e tinha perdido a
visão. Aqui ele simboliza a comunidade marcana pelo ano 70, que tinha perdido a
clareza da fé, e que precisava o toque de Jesus para que voltasse a ver
claramente.
Curado, Bartimeu recebe licença para ir,
para seguir a sua vida. Mas, ele faz uma outra opção: “no mesmo instante o cego
começou a ver de novo e seguia Jesus pelo caminho” (v. 52). Ele usava para
Jesus um titulo não muito adequado “filho de Davi”, pois em Mc 12, 35-37, Jesus
fez muitas restrições a este título messiânico, mas ele tem a prática certa - segue
Jesus pelo caminho. Aqui Marcos faz contraste com a figura de Pedro, que
tinha o título certo “Tu és o Messias” (Mc 8, 29), mas a prática errada! Não quis que
Jesus caminhasse para a doação total da sua vida, n Cruz! Aqui o modelo de
discípulo não é Pedro, mas, Bartimeu! Pois mais importante do que os títulos e
expressões teológicas, sem negar a sua importância relativa, é a prática do
seguimento de Jesus! Um alerta para todos nós, para que a nossa prática seja
coerente com a nossa fé, no seguimento de Jesus, em favor do Reino de Deus e
seus valores!
Tomaz Hughes SVD
e-mail thughes@netpar.com.br
Imagem: blog.cancaonova.com
Fonte: www.matrizsaocristovao.com.br
domingo, 18 de outubro de 2015
VIGÉSIMO NONO DOMINGO COMUM (18.10.15) Mc 10, 35-45
“Quem de vocês quiser ser o primeiro, deverá tornar-se
o servo de todos.”
No
esquema do Evangelho de Marcos, o texto de hoje situa-se quase no fim da
caminhada de Jesus com os seus discípulos para Jerusalém, o lugar do desfecho
de toda a missão d’Ele. Pela terceira vez, Ele tem dado aos seus mais íntimos
colaboradores o anúncio sobre a sua paixão e morte: “Eis que estamos subindo
para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e
aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão
caçoar d’Ele, cuspir n’Ele, vão torturá-lo e matá-lo”. Novamente uma colocação
mais do que clara sobre o que significa ser o Messias (Cristo em grego) de Deus,
mas que não surte efeito - os discípulos, cegados pela ideologia dominante, não
são capazes de entender o sentido da vida de Jesus, e, por conseguinte, o
sentido de ser discípulo d’Ele. Como Pedro depois do primeiro anúncio, e todos
os Doze depois do segundo, João e Tiago conseguem resistir ao ensinamento de
Jesus, numa tentativa de impor a sua própria agenda!
Apesar de ouvirem que Jesus veio para dar a
sua vida em serviço de todos, os irmãos pedem os primeiros lugares quando Jesus
entrasse na sua glória. O desejo de dominar estava muito enraizado neles. É tão
gritante o descompasso entre o ensinamento de Jesus e os desejos dos dois
irmãos, que Mateus, relatando a mesma historia, suaviza o texto de Marcos,
fazendo com que a mãe deles fizesse o pedido! (Mt 10, 20). A queixa de Deus no
Antigo Testamento de que o seu povo era um povo de “cabeça dura” se atualiza
nos Doze!
Não
devemos pensar que eram somente os dois filhos de Zebedeu que sentiram o gosto
pela dominação. É interessante notar a reação dos outros dez diante do pedido
feito: “Quando os outros dez discípulos ouviram isso, começaram a ficar com
raiva de Tiago e João” (v. 41). Por que ficaram com raiva? Não porque achavam
sem sentido o pedido dos dois, mas porque, no fundo, cada um deles queria ter o
lugar de honra e poder! O vírus de dominação é mais do que contagioso!
Mais
uma vez, Jesus demonstra paciência histórica com os seus seguidores. Contrasta
o sistema de organização da sociedade com aquele que queria para a comunidade
dos seus discípulos: “entre vocês não deve ser assim: quem de vocês quiser ser
grande, deve tornar-se o servo de vocês; e quem de vocês quiser ser o primeiro,
deverá tornar-se o servo de todos” (vv. 43-44). E deixa bem claro o motivo -
não por causa de uma humildade qualquer, mas porque Ele nos deu o exemplo:
“porque o Filho do Homem não veio para ser servido. Ele veio para servir e para
dar a sua vida como resgate em favor de muitos” (v. 45). Ser discípulo de Jesus
é ter o mesmo ideal, a mesma prática que Ele!
O texto torna-se muito atual para os
dias de hoje. Infelizmente, o contraste feito por Jesus entre os seus
seguidores e o sistema da sociedade secular nem sempre se verifica. Existe, nos
últimos anos de forma mais acentuada, uma busca de status e do poder dentro do
seio das igrejas, talvez especialmente entre o clero mais jovem. O Papa
Francisco não cansa de combater essa tendência.
Mas, ninguém pode se achar imune diante desta tentação, pois está bem
enraizada dentro de todos nós. Somente uma mística bem cultivada do seguimento
de Jesus, fundamentada na Palavra da Escritura, poderá nos ajudar para que
realmente construamos uma Igreja onde se demonstre que “entre vocês não deve
ser assim”.
Tomaz Hughes SVD
e-mail
thughes@netpar.com.br
Fonte:www.matrizsaocristovao.com.br
domingo, 11 de outubro de 2015
VIGÉSIMO OITAVO DOMINGO COMUM (11.10.15) Mc 10, 17-30
“Como é difícil entrar no Reino de Deus”
O nosso texto inicia-se com a frase: “Quando Jesus saiu
de novo a caminhar”. Novamente estamos na caminhada com Jesus, uma caminhada
que é uma aprendizagem para o discipulado, uma caminhada que o leva cada vez
mais perto a Jerusalém, lugar da crise definitiva da sua vida. Ao longo dessa
caminhada, Jesus luta com a incompreensão dos seus discípulos, até dos mais
chegados a Ele, pois a mentalidade deles era formada pela ideologia dominante,
e assim tinham a maior dificuldade em apreciar a reviravolta de valores que Jesus
e a sua mensagem significavam. Nos domingos anteriores, vimos essa tensão no
trato das questões do poder, do divórcio, das crianças. No nosso texto de hoje,
Jesus põe em cheque o ensinamento comum sobre a riqueza e a pobreza.
A
cena é muito conhecida - um homem pede orientação sobre como entrar na vida
eterna. Em um primeiro momento, Jesus coloca diante dele a exigência conhecida
por todo judeu piedoso e ensinada pelas escolas rabínicas - o cumprimento dos
mandamentos. Mas o homem - sem dúvida um praticante piedoso da Lei - sente que
isso não é o suficiente, pois é o mínimo. Assim, Jesus põe diante dele as
exigências do Reino - o seguimento d’Ele, o despojamento dos bens, a partilha e
a solidariedade. Isso o homem é incapaz de aceitar. Estava amarrado aos seus
bens, pois era muito rico (v. 22). Fez a
sua opção - optou por uma vida “regular” que não exigisse partilha nem
despojamento, e como consequência foi embora “muito abatido” - pois tinha
colocado bens secundários acima do bem maior.
O
centro do relato está no debate entre Jesus e os seus discípulos. O Mestre
afirma que “é mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha, do que um
rico entrar no Reino de Deus!” (v. 25). Muitas vezes gastamos muita energia em
debater o que significa “o buraco da agulha” (quase sempre tentando diminuir o
seu impacto!) e deixamos de lado o aspecto mais importante - a reação dos
discípulos! Eles ficaram “muito espantados” quando ouviram isso e se
perguntaram “então quem pode ser salvo?”. Por que ficaram espantados? O que
houve de espantoso na colocação de Jesus? Aqui está o âmago da questão.
O
espanto dos discípulos - também todos judeus praticantes e piedosos - era
causado pelo fato de que, na ideologia religiosa vigente, a riqueza era
considerada sinal da bênção de Deus e a pobreza como sinal da maldição (uma
ideia presente em certas seitas hoje e que às vezes infiltra certas pregações
sobre o dízimo na própria Igreja Católica!). Para eles, quem não iria se salvar
era o pobre, pois o rico era abençoado. Aqui é bom lembrar que se trata de
“entrar no Reino de Deus”, o que não é sinônimo de salvação eterna. A salvação
depende da gratuidade e misericórdia de Deus, e diante de tal mistério só cabe
à gente calar-se. O Reino de Deus deve ser uma experiência já existente entre
nós, mesmo que não em plenitude, e que significa experimentar na vida os
valores do Reino. O rico dificilmente entra nesta dinâmica porque normalmente é
auto-suficiente, atrelado a um sistema classista e injusto e com grande
dificuldade para partilhar e de sentir a sua dependência de Deus.
A
proposta de Jesus desafia as ideologias, disfarçadas de teologia e
espiritualidade, que vêem a riqueza como sinal da bênção de Deus. A proposta
d’Ele não é a riqueza, mas a partilha; não é a acumulação, mas a solidariedade
e a justiça, para que todos possam ter o suficiente. O texto deixa claro que
quem quer viver esta proposta vai sofrer, pois o mundo não vai aceitá-la. Quem
segue Jesus na prática da solidariedade, encontra uma felicidade mais
duradoura, mas com perseguição; porém, já vive a certeza da plenitude do Reino
que virá (v. 29-31).
Tomaz
Hughes SVD
e-mail
thughes@netpar.com.br
Imagem: www. google.com - www. diocese-sjc.org.br
domingo, 4 de outubro de 2015
Se vivo fosse hoje complearia 105 anos
Nascido em 04/10/1910, se vivo fosse hoje estaria completando 105 anos.
A comunidade não o esquece, todos sempre estão lembrando dele, e aprendendo a viver com sua saudade.
Deus o tenha, estimado Pe. Pedro Fuss!
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel
A comunidade não o esquece, todos sempre estão lembrando dele, e aprendendo a viver com sua saudade.
Deus o tenha, estimado Pe. Pedro Fuss!
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel
VIGÉSIMO SÉTIMO DOMINGO COMUM (04.10.15) Mc 10, 2-16
“O que Deus uniu, o homem não deve separar”
Durante
a caminhada d’Ele rumo a Jerusalém, onde o poder central religioso-político vai
condená-Lo à morte, no intuito de acabar não somente com a pessoa d’Ele, mas
com o seu projeto, Jesus, no texto de hoje, entra primeiro em controvérsia com
os fariseus, os guardiães da prática fiel da Lei. Esses, que gozavam de muito
prestígio diante da população mais simples, se outorgavam o direito de serem os
únicos intérpretes autênticos da vontade de Deus, através da sua interpretação
da Lei. Por isso entram em conflito com Jesus, não na busca de conhecer melhor
a vontade do Pai, mas, como ressalta o texto “para tentá-lo” (v. 2). O campo de
batalha escolhido era o debate sobre o divórcio. O texto de referência para
eles era Dt 24, 1-4, onde não se trata da legitimidade do divórcio, mas, dos
critérios para que possa acontecer.
O
Evangelho de Mateus, no Capítulo 19, deixa mais claro do que Marcos o sentido
do debate (veja Mt 19, 1-9). O pano de fundo eram os critérios necessários para
que um homem pudesse divorciar a sua mulher (nem se cogitava a mulher pudesse
divorciar o marido, pois a mulher era considerada “objeto” que pertencia ao
homem!). No tempo de Jesus havia duas tendências, simbolizadas pelas escolas
rabínicas dos grandes fariseus Hillel e Shammai. Uma escola, mais laxista
(Hillel), ensinava que se podia divorciar a mulher por qualquer motivo, mesmo
dos mais banais. A escola mais rigorosa - do Shammai - só permitia o divórcio
por motivos muito sérios. Por isso, em Mateus a pergunta se define melhor: “é
permitido divorciar a mulher por qualquer motivo que seja?” (Mt 19, 4).
Em
ambos os evangelhos, Jesus se recusa a entrar no debate de casuística que
cercava a questão e se limitava a reafirmar o projeto do Pai para o casamento:
“Portanto, o que Deus uniu o homem não deve separar”. Jesus reafirma com toda
firmeza o ideal do casamento cristão - uma união permanente, baseada no amor, e
fortalecida pela graça do sacramento. Seria inútil buscar nesse trecho uma
teologia mais desenvolvida do casamento, muito menos orientações pastorais para
os problemas práticos de casamentos malsucedidos, pois, isso não foi a intenção
do autor. Marcos simplesmente reafirma o princípio de que “o que Deus uniu, o
homem não deve separar”. Deixa em aberto a questão de quando é que Deus
realmente uniu o casal! Será que, só porque passaram por uma cerimônia
validamente celebrada na igreja, um casal é necessariamente unido por Deus? Os
problemas reais são muito mais complexos, angustiantes e difíceis de serem
solucionados, como reconhece claramente o Papa Francisco, bem como qualquer
pessoa com coração pastoral. Por isso
mesmo devemos rezar para que o próximo Sínodo seja iluminado pelo Espírito, para
que possa indicar pistas para o tratamento misericordioso e compassivo de quem
se acha nessas situações difíceis.
O trecho continua com a questão das crianças. A questão
aqui não é a criança como símbolo da inocência mas de dependência. As crianças
e os que se assemelham com elas vivem essa situação de dependência, de
“sem-poder”. Quem quer entrar no Reino de Deus terá que abrogar-se de todo
poder dominador, tornando-se como criança.
Recusando-se de aceitar a situação
em que a mulher era simples objeto de posse do homem e assim passível de ser
divorciada, e propondo o fraco e dependente como modelo em uma sociedade que
valorizava o prepotente, Jesus mostra que os valores do Reino de Deus estão na
contra-mão dos valores da sociedade do seu tempo - e de hoje. Propõe uma
igualdade de dignidade entre homem e mulher, uma fidelidade e compromisso
permanentes, e a busca de uma vida de serviço e não de dominação! Realmente,
uma proposta no contrafluxo da sociedade pós-moderna que nega o permanente,
perpetua o machismo e admira o poderoso e dominador! O texto de hoje nos
convida para que entremos “com Jesus na “contramão” e para que criemos uma
sociedade baseada em outros valores do que os que estão hoje em vigor, às vezes
até no seio das próprias igrejas.
Tomaz
Hughes SVD
e-mail
thughes@netpar.com.br
Imagem:
www.google.com - http://pscjminduri.blogspot.com.br/
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