sexta-feira, 30 de setembro de 2016
quinta-feira, 29 de setembro de 2016
Seminário Maior de Santo Augustin, Alemanha, da Congregação do Verbo Divino, onde Padre Pedro se ordenou.
Fotos: Acervo pessoal de Tile Angel


Turma que se ordenou com o Pe.Pedro Fuss

Padre Pedro Fuss, "Seminário Maior de Santo Augustin, Alemanha", ele esta na segunda fila, em cima, a direita, é o sétimo.
Foto:acervo pessoal de Tile Engel
.
quarta-feira, 28 de setembro de 2016
NA ALEMANHA COM SEUS PAIS!
Com seus Pais, George e Anna, antes de embarcar para o Brasil.
Ao fundo imagem de Nossa Senhora do Carmo, que eram devotos.
Ao fundo imagem de Nossa Senhora do Carmo, que eram devotos.
Foto: Acervo pessoal de Tile Engel.
terça-feira, 27 de setembro de 2016
sábado, 24 de setembro de 2016
sexta-feira, 23 de setembro de 2016
quinta-feira, 22 de setembro de 2016
NOTA!

Bom Dia, sou Maria Auxiliadora, eu sou da comunidade onde Pe. Pedro Fuss pertencia, ele fez meu casamento, e através dele eu e minha família obtivemos várias graças, que eu considero milagres.
Eu trabalho na Paróquia que ele construiu e viveu seus últimos anos, a mais de 11anos, e fiz uma promessa de trabalhar pela sua memória e sua Santificação.
Venho através desta pedir, a família do Pe.Pedro e as pessoas que tiverem fotos, e graças alcançadas, por sua intercessão, que nos envie, para podermos divulgar.
Trabalho com a autorização da Congregação do Verbo Divino, que o Pe. Pedro pertencia.
Desde já agradeço, o endereço é:www.padrepedrofuss@gmail.com
terça-feira, 20 de setembro de 2016
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
domingo, 11 de setembro de 2016
VIGÉSIMO QUARTO DOMINGO COMUM (11.09.16) Lucas 15, 1-32.
“A
Ovelha, A Moeda e O Filho, Perdidos e Achados”
O
Evangelho de Lucas prima pela sua ênfase na misericórdia de Deus. Se fosse para
classificar numa só palavra o rosto de Deus em Lucas, poderíamos sem hesitação
assinalar “misericórdia”. Talvez nenhum capítulo saliente esta convicção tanto
como o capítulo 15, que hoje lemos na sua totalidade.
As
três parábolas aqui relatadas são entre as mais conhecidas da Bíblia - geralmente
chamadas (com razão ou não) “A Ovelha Perdida”, “A Moeda Perdida” e “O Filho
Pródigo”. Talvez devamos ter um pouco de cuidado com esses títulos - já
consagrados pelo uso - pois já indicam uma possível interpretação do ponto
central de cada parábola - não necessariamente a mais adequada!
De
fato, cada parábola poderia ficar independente, e ter a sua interpretação fora
do contexto da sua colocação em Lucas. Mas para que sejamos fiéis à intenção do
evangelista, devemos interpretá-las dentro do seu esquema teológico e
literário. A Parábola da Ovelha também existe em Mateus, mas dentro de outro contexto e com outros destinatários,
tornando-se a parábola da “Ovelha Desgarrada”. Em Mt 18,12-14, a parábola é
dirigida aos discípulos, enquanto em Lc é contada para os fariseus e escribas.
Como os destinatários são diferentes, também a sua mensagem é diferente nos
dois contextos.
Para
entender melhor o que Lucas quer ensinar, devemos dar muita atenção aos
primeiros dois versículos do capítulo 15. Pois, estes versículos nos fornecem o
motivo pelo qual Jesus contou as parábolas, e, por conseguinte, uma chave
valiosa de interpretação. Funcionam como um gancho sobre o qual se pendura o
resto do capítulo: “Todos os cobradores de impostos e pecadores se aproximavam
de Jesus para escutá-lo. Mas, os fariseus e os doutores da Lei criticavam a
Jesus, dizendo: “Esse homem acolhe pecadores, e come com eles!” (vv.1-2).
Depois, vem a chave de interpretação: “Então Jesus contou lhes esta parábola”
(v . 3). Ou seja, Jesus contou estas parábolas porque os fariseus e doutores da
Lei o criticavam por associar-se com gente de má fama! Então a chave de
interpretação é a atitude dos fariseus e doutores, contestada pelo ensinamento
de Jesus.
Neste
sentido podemos interpretar a parábola conhecida como a parábola da “Ovelha
Perdida”. Jesus, diante da intransigência dos fariseus, pergunta: “Se um de
vocês tem cem ovelhas e perde uma, será que não deixa as noventa e nove no
campo para ir atrás da ovelha que se perdeu, até encontrá-la?” (v. 4). A
resposta razoável é “não” - nenhum pastor, com a cabeça no lugar, deixaria
noventa e nove ovelhas à deriva para tentar encontrar uma ovelha perdida. Seria
loucura! Mas, exatamente aqui está o sentido da parábola - Deus faz loucuras
por amor a nós! Ele é capaz de fazer o que nenhuma pessoa humana faria - ir
atrás da ovelha perdida, custe o que custar, até achar e trazer de volta! Aqui
a parábola funciona não por comparação, mas por contraste - Deus é o oposto dos
homens, que só agem através de decisões calculistas. Faz loucura - e a loucura
do amor consegue o que a razão jamais conseguiria, a volta da ovelha perdida!
Assim, se faz contraste entre a atitude de Deus e a atitude dos fariseus e
doutores da Lei! Nos questiona sobre as nossas atitudes diante das “ovelhas
perdidas” das nossas comunidades e famílias! Agimos como os fariseus, com
censuras e moralismos? Ou, como Deus, com a loucura do amor?
Retoma-se
a mensagem na segunda parábola - a parábola da “moeda perdida”. Não que ela
fosse de tão grande valor. Mas para a pobre, até uma moeda pequena faz falta!
Então, a mulher faz questão de virar a casa (as casas não tinham janelas, por
isso precisava acender uma lâmpada) até achá-la. É assim com Deus - talvez a
gente ache que uma pessoa não tenha grande valor, mas para Deus faz falta, e
Ele é capaz de “exagerar” para recuperar a pessoa perdida, por tão
insignificante que possa parecer. Mais uma vez, um contraste com a atitude
elitista dos fariseus - e quem sabe, de muitos cristãos hoje!
Por
fim, chegamos à parábola do “Filho Pródigo”, ou do “Pai que perdoa”, ou dos
“Dois Irmãos”, conforme a interpretação e o gosto de cada um! Fiquemos somente
com o texto sagrado e não com os subtítulos! Podemos ler este texto a partir do
filho perdido, ou do pai, ou do irmão mais velho. O título tradicional implica
uma leitura a partir do “pródigo” (= esbanjador). Assim, ressaltaria o processo
de conversão - sentir a situação perdida, decidir a pedir reconciliação, ser
aceito pelo pai, reativar os relacionamentos perdidos e estragados. Sem dúvida,
uma leitura válida do texto como tal - mas diante dos primeiros três versículos
do capítulo, não a interpretação primária que Lucas queria dar.
Outra
possibilidade é de ler a história a partir do pai. Sem dúvida, também válido.
Assim, o pai representa o próprio Deus, que em primeiro lugar, respeita a
liberdade de decisão do filho, não impedindo que ele seja “sujeito” da sua
vida; depois não espera a volta do “pródigo”, mas corre ao seu encontro, numa
atitude não “digna” de um patriarca oriental idoso, preocupado mais com a
reconciliação do que com o prejuízo, e que se alegra com a volta de quem estava
morto! Mais uma vez, uma leitura mais do que aceitável!
Mas,
o contexto do capítulo quinze, à luz dos primeiros versículos, sugere uma leitura
diferente - a partir do irmão mais velho. Pois, Jesus conta a parábola para
contestar a atitude dos fariseus e doutores da Lei, que o reprovam porque Ele
acolhe os pecadores! Então, o filho mais velho é imagem dos fariseus - “gente
boa”, fiel na observância da Lei, mas cujos corações estão fechados, a ponto de
serem incapazes de alegrar-se com a volta de um irmão perdido. Assim, embora
observem minuciosamente todas as prescrições da Lei, a sua atitude contradiz
claramente a atitude de Deus! No fundo a
questão é, em que Deus acreditamos? – um Deus que age com critérios humanos,
não buscando nem acolhendo pecadores, ou o Deus de Jesus, “enlouquecido” pelo
amor que faz “loucuras” para que ninguém se perca! Aqui temos ecos de Is 55, 10-11, onde Deus afirma:
“os meus caminhos não são os caminhos de vocês e os meus pensamentos não são os
pensamentos de vocês”.
Aqui,
Jesus questiona todos nós que somos “praticantes”. Somos capazes de reconhecer
a nossa própria fraqueza e miséria espiritual, como fez o “pródigo”? Somos
capazes de correr ao encontro de um irmão perdido, como fez o pai? Ou somos
como o irmão mais velho - “gente boa”, gente de “observância”, mas gente
incapaz de ter um coração de misericórdia, de alegrar-nos com a volta ao estado
original do irmão ou irmã perdido/a?
Podemos
até dizer que o capítulo quinze de Lucas é o coração do seu Evangelho. Pois
Deus, o Deus de Jesus e o Deus de Lucas, é o Deus que não se alegra com a perda
de quem quer que seja, mas com a volta do pecador. É o Deus que se encarnou em
Jesus de Nazaré, para salvar quem estivesse perdido. É o Deus de misericórdia e
do perdão. Como traduzimos esta visão de Deus em nossas vidas?
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Fonte:www.matrizsaocristovao.com.br
Imagem:www.google.com.br - pejoaocladiassermoes.blogspot.com
sábado, 3 de setembro de 2016
23º Domingo do Tempo Comum (04/09/2016) Lucas 14, 25-33
“Quem não carrega a sua cruz... não pode ser meu discípulo”
Aprofundando o ensinamento sobre o discipulado, Jesus aqui expõe as condições para um verdadeiro seguimento. À primeira vista, a leitura pode nos chocar! Pode até parecer que Jesus esteja ensinando algo que não condiz muito com os ensinamentos cristãos. Isso especialmente se a tradução da nossa bíblia fala que nós devemos “odiar” os nossos pais e família (uma tradução literalmente correta). Mas aqui estamos novamente diante do problema das culturas e das línguas. Pois, esse texto nos traz um “semitismo”, ou seja, uma expressão de uma língua semita (no caso de Jesus, o aramaico, embora Lucas escreva em grego) que tem que ser interpretada no contexto da cultura que aquela língua expressa.
O aramaico e o hebraico usavam muitas expressões assim, que não tinham a mesma força que têm em português. Realmente o termo traduzido por “odiar” significava “desapegar-se”. Então podemos traduzir em termos inteligíveis portugueses: “Se alguém vem a mim, e não dá preferência mais a mim do que ao seu pai, à sua mãe, à mulher, aos filhos, aos irmãos, às irmãs, e até mesmo à sua própria vida, esse não pode ser meu discípulo” (v. 26).
Jesus quer deixar bem claro - como ele faz muitas vezes “na caminhada” - que a opção pelo Reino necessariamente exige renúncias. Não só renuncia do mal e do pecado, mas renúncia de coisas altamente positivas em si; não renúncia por renunciar, mas em vista de um bem maior - o Reino de Deus, o único bem que pode satisfazer plenamente os anseios mais profundos do coração humano. Por isso, a vinda de Jesus pode ser vista como a crise escatalógica última - pois põe todos nós diante da opção mais fundamental - quais são os valores reais da nossa vida?
No mundo pós-moderno, onde se foge dos compromissos permanentes, onde tudo é relativizado, os desejos individuais são absolutizados, e a subjetividade se confunde com o individualismo, esta proposta soa como contra-cultural. Na verdade, é contra-cultural em uma cultura consumista, materialista, individualista, onde o maior valor é a gratificação individual imediata e a preocupação com o bem-comum é relegada a um segundo plano, se é que seja levado em conta! Jesus nos convida a definir os valores mais profundos da nossa vida - e insiste que nada, por mais valioso que seja, possa ser mais importante do que a dedicação total ao Reino. Claro, Ele não nos obriga - estamos livres para recusar esta exigência, mas então não seremos discípulos d’Ele! Aqui põe em cheque a vivência do cristão que “não é frio nem quente, mas morno”, e por isso mesmo “está para ser vomitado da minha boca” (Ap 3 16). Vivendo em um mundo onde há muita coisa “light” – margarina, refrigerante, até feijoada! – também está em voga um Jesus “light”, sem exigências de autodoação, sem senso crítico diante da realidade de tanto sofrimento, mas que nos confirma em uma prática religiosa aburguesada e acomodada que nos consola e não nos incomoda ou perturba. Pregadores desse “Jesus light” fazem sucesso nas emissoras de rádio e televisão – mas traem o Jesus real, Jesus de Nazaré, que veio para que todos tivessem vida plena (Jo 101,10) mesmo que custasse a sua vida. É esse Jesus que nos convida hoje ao discipulado.
O tema da cruz reaparece aqui - e de novo lembramos que “carregar a cruz” não é de maneira alguma simplesmente “sofrer” por sofrer. É a consequência de uma coerência com o projeto e a proposta de vida de Jesus. É condição imprescindível para quem quer ser discípulo d’Ele: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (v 27). Podemos dizer que, se o trecho que precede este texto (vv 15-24, “Um rei fez um grande banquete”) enfatiza a gratuidade do chamamento da parte de Deus, esses versículos salientam o outro lado da medalha - a resposta incondicional dos discípulos. Todo o Evangelho de Lucas - como também os outros - deixa bem claro que esta resposta é a meta da nossa vida. Ninguém começa a caminhada com total dedicação ao Reino - mesmo que pense que faz! É na caminhada de anos, com as nossas incoerências, tropeços, erros, e traições, que a gente aprende a ser discípulo/a. A experiência de Pedro e dos Doze que nos diga!
As duas parábolas seguintes - a do construtor tolo e do rei que vai à guerra - nos ensinam a necessidade de reflexão antes da ação. Ou seja, aqueles que querem seguir Jesus devem refletir sobre o preço a pagar. A situação triste do construtor falido e do rei derrotado são símbolos da situação do discípulo que desistiu “pelo caminho”.
A reflexão sobre as exigências do discipulado pode nos desanimar diante da realidade das nossas fraquezas, a não ser que reflitamos também sobre a gratuidade de Deus que não nos abandona, mas nos ama como somos e nos dará forças para a caminhada. Assim foi a experiência do grande discípulo Paulo, que após longos anos de experiência, incluindo as maiores experiências místicas e os maiores sofrimentos, pôde afirmar com toda a sinceridade: “Eu não consigo entender nem mesmo o que faço; pois não faço aquilo que eu quero, mas aquilo que mais detesto... Não faço o bem que quero, e sim o mal que não quero” (Rm 7, 15s). Mas, mesmo assim, reconhecendo os fracassos e falhas na sua caminhada de discípulo, exclama com alegria: “Portanto com muito gosto, prefiro gabar-me das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. É por isso que eu me alegro nas fraquezas, humilhações, necessidades perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte (2Cor 12, 9s).
Pois, se ele fez a experiência das exigências inerentes ao seguimento de Jesus, ele também fez a experiência da graça de Deus: “Para você, basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta o seu poder” (2 Cor 12,9). O Ano de Misericórdia nos recorda essa realidade e ns convida à experiência da misericórdia de Deus em nossas vidas e a levar essa experiência a todos que encontramos.
Não tenhamos medo de assumir o desafio que Jesus hoje nos lança, pois ele nos dará a graça necessária para a caminhada. Basta querer e pedir!
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Jesus quer deixar bem claro - como ele faz muitas vezes “na caminhada” - que a opção pelo Reino necessariamente exige renúncias. Não só renuncia do mal e do pecado, mas renúncia de coisas altamente positivas em si; não renúncia por renunciar, mas em vista de um bem maior - o Reino de Deus, o único bem que pode satisfazer plenamente os anseios mais profundos do coração humano. Por isso, a vinda de Jesus pode ser vista como a crise escatalógica última - pois põe todos nós diante da opção mais fundamental - quais são os valores reais da nossa vida?
No mundo pós-moderno, onde se foge dos compromissos permanentes, onde tudo é relativizado, os desejos individuais são absolutizados, e a subjetividade se confunde com o individualismo, esta proposta soa como contra-cultural. Na verdade, é contra-cultural em uma cultura consumista, materialista, individualista, onde o maior valor é a gratificação individual imediata e a preocupação com o bem-comum é relegada a um segundo plano, se é que seja levado em conta! Jesus nos convida a definir os valores mais profundos da nossa vida - e insiste que nada, por mais valioso que seja, possa ser mais importante do que a dedicação total ao Reino. Claro, Ele não nos obriga - estamos livres para recusar esta exigência, mas então não seremos discípulos d’Ele! Aqui põe em cheque a vivência do cristão que “não é frio nem quente, mas morno”, e por isso mesmo “está para ser vomitado da minha boca” (Ap 3 16). Vivendo em um mundo onde há muita coisa “light” – margarina, refrigerante, até feijoada! – também está em voga um Jesus “light”, sem exigências de autodoação, sem senso crítico diante da realidade de tanto sofrimento, mas que nos confirma em uma prática religiosa aburguesada e acomodada que nos consola e não nos incomoda ou perturba. Pregadores desse “Jesus light” fazem sucesso nas emissoras de rádio e televisão – mas traem o Jesus real, Jesus de Nazaré, que veio para que todos tivessem vida plena (Jo 101,10) mesmo que custasse a sua vida. É esse Jesus que nos convida hoje ao discipulado.
O tema da cruz reaparece aqui - e de novo lembramos que “carregar a cruz” não é de maneira alguma simplesmente “sofrer” por sofrer. É a consequência de uma coerência com o projeto e a proposta de vida de Jesus. É condição imprescindível para quem quer ser discípulo d’Ele: “Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo” (v 27). Podemos dizer que, se o trecho que precede este texto (vv 15-24, “Um rei fez um grande banquete”) enfatiza a gratuidade do chamamento da parte de Deus, esses versículos salientam o outro lado da medalha - a resposta incondicional dos discípulos. Todo o Evangelho de Lucas - como também os outros - deixa bem claro que esta resposta é a meta da nossa vida. Ninguém começa a caminhada com total dedicação ao Reino - mesmo que pense que faz! É na caminhada de anos, com as nossas incoerências, tropeços, erros, e traições, que a gente aprende a ser discípulo/a. A experiência de Pedro e dos Doze que nos diga!
As duas parábolas seguintes - a do construtor tolo e do rei que vai à guerra - nos ensinam a necessidade de reflexão antes da ação. Ou seja, aqueles que querem seguir Jesus devem refletir sobre o preço a pagar. A situação triste do construtor falido e do rei derrotado são símbolos da situação do discípulo que desistiu “pelo caminho”.
A reflexão sobre as exigências do discipulado pode nos desanimar diante da realidade das nossas fraquezas, a não ser que reflitamos também sobre a gratuidade de Deus que não nos abandona, mas nos ama como somos e nos dará forças para a caminhada. Assim foi a experiência do grande discípulo Paulo, que após longos anos de experiência, incluindo as maiores experiências místicas e os maiores sofrimentos, pôde afirmar com toda a sinceridade: “Eu não consigo entender nem mesmo o que faço; pois não faço aquilo que eu quero, mas aquilo que mais detesto... Não faço o bem que quero, e sim o mal que não quero” (Rm 7, 15s). Mas, mesmo assim, reconhecendo os fracassos e falhas na sua caminhada de discípulo, exclama com alegria: “Portanto com muito gosto, prefiro gabar-me das minhas fraquezas, para que a força de Cristo habite em mim. É por isso que eu me alegro nas fraquezas, humilhações, necessidades perseguições e angústias, por causa de Cristo. Pois quando sou fraco, então é que sou forte (2Cor 12, 9s).
Pois, se ele fez a experiência das exigências inerentes ao seguimento de Jesus, ele também fez a experiência da graça de Deus: “Para você, basta a minha graça, pois é na fraqueza que a força manifesta o seu poder” (2 Cor 12,9). O Ano de Misericórdia nos recorda essa realidade e ns convida à experiência da misericórdia de Deus em nossas vidas e a levar essa experiência a todos que encontramos.
Não tenhamos medo de assumir o desafio que Jesus hoje nos lança, pois ele nos dará a graça necessária para a caminhada. Basta querer e pedir!
Tomaz Hughes SVD
e-mail: thughes@netpar.com.br
Fonte: www.matrizsaocristovao.com.br
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